Desistir jamais! Será?

Não sei se isto já aconteceu com você, mas comigo aconteceu várias vezes. Muitas vezes, diante de uma dificuldade eu quis desistir de tudo. Me parece que ao tomar a decisão por desistir, nosso cérebro sente um grande alivio, e isso é tudo que precisamos em momentos difíceis: sentir alivio.

Fui buscar um pouco mais a fundo informações sobre essa minha percepção e descobri que nosso cérebro, programado para nos proteger, ao perceber que estamos cansados, chateados, com medo…tenta nos parar. E então nasce a desistência em nossas vidas.

Continuando a pesquisa, percebi também que existe uma maneira de driblarmos nosso cérebro, mas precisamos ter persistência no desenvolvimento dessa habilidade (sem trocadilhos hein? rs). Vamos lá:

Primeiro: Foque o no que você quer ao invés do que você não quer.

Vou dar um exemplo de como uma simples mudança de percepção pode mudar todo o jogo. Vamos supor que você queira emagrecer, e então resolve fazer uma dieta. A partir do momento que você recebe o cardápio em suas mãos, você entra num looping de negações: Eu não quero isso…eu não gosto daquilo, eu não vou conseguir…e então seu cérebro entende que ficou difícil demais e lhe pede uma recompensa, ele lhe pergunta o que você quer. E como o foco está na alimentação você diz para ele que quer um sorvete bem gostoso cheio de cobertura. Pronto! Instalamos sem querer a recompensa negativa, ou seja, a recompensa que não nos ajuda, porque não queremos na verdade um sorvete, queremos emagrecer.

Mas então Tati, como eu mudaria esse jogo?

Você muda o jogo quando persiste no objetivo principal e não desvia o foco. Continuando esse exemplo: Ao pegar o cardápio, você não pode focar no cardápio e sim na meta de perder os quilinhos, então diz a você mesmo que está tudo bem, e que você vai conseguir manter aquela dieta. Sem questionamentos. Pois a decisão já estava tomada certo? Então porque ficar o tempo todo colocando-a a prova?

 

 Segundo: Aceite que a dificuldade faz parte da jornada.

Pense que você é igual a todo mundo. Isso mesmo, nada daquela historinha de ficar falando para você o tempo todo o quanto é especial, o quanto é diferente. Sabe porque, porque no fundo todos nós seres humanos, precisamos das mesmas coisas. E quando percebemos que todos, isso mesmo, todos nós passamos por dificuldades, começamos a falar para nosso cérebro que compreendemos que ela estará conosco na jornada e tudo bem.

A questão aqui não é a dificuldade que vamos enfrentar, e sim o que precisamos aprender com aquilo. Toda dificuldade deixa aprendizados, e olhar para ela de forma positiva não lhe tira do foco, entretanto, se fizer o contrário, com toda certeza seu cérebro vai receber uma mensagem de “pare”! E então, bye, bye persistência.

 

Terceiro: Sempre reveja o propósito

Não existe nada pior do que persistir em algo que ao longo da jornada deixou de fazer sentido. Isso mesmo. As vezes num determinado momento de nossa vida, algo passa a ser muito importante, mas de nossa jornada, as coisas mudam, nós mudamos…mas esquecemos de mudar nossos objetivos, e então, ficamos persistindo em coisas que já não fazem mais sentido para nosso novo eu. E o que acontece nesse caso, é que as forças (naturalmente isso acontece) vão minando, vamos ficando cansados e então, desistimos, sendo que o pior não é a desistência, mas o que contamos para nós mesmos. Vou dar outro exemplo:

Vamos supor que você namore a bastante tempo e que, nunca se sentiu totalmente a vontade para embarcar num casamento. Mas o tempo fez com que você se sentisse pressionada a isso. A cobrança da família, dos amigos e até do seu parceiro. Então, para se sentir aliviada “das cobranças internas e externas”, resolveu marcar a data do casamento. Sente nesse momento imediatamente o alivio. Então bate a duvida: será que este alivio é pela conquista ou pela desistência? Geralmente é pela desistência.

Nós não nos damos o direito de mudar de ideia, e toda vez que queremos faze-la, vem a sensação de estar desistindo. Mas a verdade não é que desistimos, a verdade é que evoluímos e por isso, estamos prontos para outros desejos.

Entrar em sintonia com quem você é, com seus desejos genuínos, te farão uma pessoa mais persistente. Lembrando do que falei ao longo desse artigo, a desistência é algo humano e natural, o que não deve ser humano e natural, é permitir que nossa vida passe, sem que nada mude, sem que nada aconteça, com a sensação de que desistimos dela.

Persista em seus sonhos, desista do que não faz mais sentido, e….. seja muito, muito feliz com suas escolhas!

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